Eu te amo porque te amo

domingo, 10 de agosto de 2008

O erro de ser pai dos nossos pais

Texto do Claudio Paiva, publicado hoje na Revista O Globo. Resume bem o que eu sinto. Não quero ser pai dos meus pais.

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sábado, 9 de agosto de 2008

Meu amor ultra-romântico

Eu morro por você.

Para que ao menos no além

Você me enxergue

e possa me chamar de amor.



Eu choro por você.

Todas as noites

lágrimas secas

como o modo com o qual me trata



Eu sonho com você.

Acordada, mesmo ao teu lado

Refaço cenas de paixão

para que talvez sejam reais.



Eu quero você.

sem platonismos.

ilusões

total, real, carnal

em minha cama.


Agora.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Música

Da Vanessa da Mata. Por tudo de bom e ruim que vivi. Pelas lembranças dos erros, pelo perdão e pela amizade que ainda me conforta. São 4 anos de história. Espero que a amizade dure o que o amor não durou.

Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida.
E eu vou embora
Sem mais feridas,
Sem despedidas.
Eu quero ver o mar.

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo,
Lembre da nossa música,
Música.
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos,
Lembre da nossa música,
Música.

Nossas juras de amor
Já desbotadas.
Nossos beijos de outrora
Foram guardados.
Nosso mais belo plano
Desperdiçado.
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva.

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo,
Lembre da nossa música,
Música.
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos,
Lembre da nossa música,
Música.

Um costume de nós
Fica agarrado.
As lembranças, os cheiros
Dilacerados.
Nossa bela história
Está no passado.
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou .

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domingo, 20 de julho de 2008

revolta

Eu odeio falsidades. Convenções sociais que delimitam meus pensamentos e ações. Nasci livre pra fazer, dizer e pensar o que eu bem entender. Não me conformo com os jogos que devemos brincar todos os dias. A vida é um palco, mas cansei de representar. Quero minha hipérbole-sinceridade saindo por todos os poros. Quero xingar o presidente, reclamar da igreja, brigar com o professor e dizer que amo. Ou que odeio. Ou ainda que não sei o que sinto. Quero ter a liberdade de não ser apontada por minhas escolhas. Sou livre. Maior, vacinada, capaz. Não quero olhares inquisitores, nem fingir o que não sinto. Quero te dizer tudo que está preso, sem me preocupar se vais gostar mais ou menos de mim. Mas a covardia não me permite. Não nasci ultra-moderna. Nasci ultra-romântica. Nasci num corpo onde querem me aprisionar e impedir meus institos. Sou animal, ser-humano e racional. Posso querer extravasar e esquecer a razão. Não sou pecadora. Sou feliz.

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domingo, 22 de junho de 2008

Aos bonzinhos

Hoje falarei do tipo mais perfeito dos homens: os bonzinhos. Estou começando minha série de poesia/prosa/crônica sobre os homens(homenagem em resposta aos textos sobre mulheres do grande escritor/amigo/bonzinho/homem ideal pra casar Flavio).
O bonzinho:
É aquele que elogia sem querer nada em troca (leia-se sexo). Dá conselhos quando você sofre pelo cafajeste, sempre esperando que deixemos de ser idiotas e percebamos que ele sim, é o cara ideal. Ajuda a carregar os "mortos" que se escondem nas bolsas pesadas de todas as mulheres. Te acompanham nas maiores furadas, com cara de feliz. São responsáveis,carinhosos/carentes, bons filhos em geral, o que também quer dizer que dariam excelentes maridos/pais quando estiverem com cerca de 30 anos.
O bonzinho também é um otimista. Acha que o país vai melhorar, acredita na maioria das pessoas, e que o aquecimento global é reversível. Em geral, amam as músicas românticas/grudentas que todos os outros detestam. Todo cafajeste é um bonzinho extremamente desiludido, esperando que alguma mulher o lembre de como é bonito ser bonzinho.
Por que as mulheres ainda preferem os cafajestes? Porque eles têm vida sexual mais ativa,e teoricamente vão ensiná-las algumas coisas, pra quando elas casarem com os bonzinhos - acredite, isso vai acontecer - elas saibam tudo e os ensine, já que a maioria,se teve vida sexual, resumiu em uma ou duas namoradas que os trocaram por cafajestes. O bonzinho, na verdade, tem um quê de homem experiente e sensacional, que só aparecerá pra mulher esperta e sensível que o incentivará.
Uma vez que a mulher realmente conheça a fundo um bonzinho, ela jamais o soltará. Se existe alguém que realmente possa manter um bom relacionamento, é o bonzinho. Ele se tornará o companheiro, amigo, amor e amante quase perfeito - ninguém o é - e deixará você pensando o porquê de ter perdido tanto tempo com outros. A resposta: pra dar o valor certo, quando encontrarmos o nosso bonzinho pra vida inteira. Viva os bonzinhos.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Processo de formação de Palavras

Poeminha baseado na prova de Morfofono de Língua Portuguesa!


Estamos nus.
Despidos dos pré-conceitos.
Totalmente livres
Tela em branco
Nova página


Uma tinta, pincelada
Mais uma palavra em minha ficha
Me desenha hoje?
Escreve nas minhas linhas.


Começamos agora.
Apaga tudo.
Quero ditá-lo.
Neologismos
Conversões
Justaposições
Aglutinações


Chega de estrangeirismos.
Vamos fazer um hibridismo?


EU + VOCÊ

UM.

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Ah, Florbela

Hoje foi a apresentação do último grupo, sobre 2ª fase do Modernismo português, na disciplina Lírica Portuguesa, do queridíssimo professor Fábio. A apresentação contou com a maravilhosa voz de Miguel Falabella, declamando esses poemas. A emoção tomou conta, e reproduzo o que virá a ser o tema de minha monografia, daqui a algum tempo. A paixão pelo lirismo simples de Florbela só faz aumentar. Quero amar a todos. Vivam intensamente. Não tenho coragem de pôr algum poema meu agora. Recolhida na insignificância, confrontada com a plenitude de Florbela Espanca.


Amar!


Florbela Espanca


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...


Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...


Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri


E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...



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